PAIXÃO DO SENHOR
VIGÍLIA
(Escala por Grupos)
7h30 às 14h30 | Santuário
CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO
15h | Pe. Luiz Caputo
PROCISSÃO DO SENHOR MORTO
19h | Pe. Luiz Caputo
LITURGIA
DIÁRIA
Is
52,13-53,12
Hb
4,14-16;5,7-9
Salmo 30(31),2.6.12-13.15-17.25 | “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.”
EVANGELHO | Jo
18,1-19,42
Naquele tempo, 1Jesus
saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um
jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas,
o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus
discípulos. 3Judas levou
consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e
fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então
Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: “A
quem procurais?” Responderam: “A Jesus, o Nazareno”. Ele disse: “Sou eu”. Judas,
o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus
disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De
novo lhes perguntou: “A quem
procurais?” Eles responderam: “A Jesus, o Nazareno”. 8Jesus respondeu: “Já vos
disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me
confiaste”. Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o
servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era
Malco. 11Então Jesus
disse a Pedro: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai
me deu?” 12Então, os
soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no
primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi
Caifás que deu aos judeus o conselho: “É
preferível que um só morra pelo povo”. 15Simão
Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo
Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro
ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo
Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para
dentro. 17A criada que
guardava a porta disse a Pedro: “Não
pertences também tu aos discípulos desse homem?” Ele respondeu: “Não”. 18Os empregados
e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio.
Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o
Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu
ensinamento. 20Jesus lhe
respondeu: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no
Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por
que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu
disse”.22Quando Jesus
falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: “É assim que respondes ao Sumo
Sacerdote?” 23Respondeu-lhe
Jesus: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” 24Então, Anás
enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão
Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: “Não és tu, também, um
dos discípulos dele?” Pedro
negou: “Não!” 26Então um dos
empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a
orelha, disse: “Será que não te
vi no jardim com ele?” Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De
Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos
não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então
Pilatos saiu ao encontro deles e disse: “Que acusação apresentais contra este
homem?” 30Eles
responderam: “Se não fosse
malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
31Pilatos disse: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a
vossa lei”. Os judeus lhe responderam: “Nós não podemos condenar ninguém à
morte”. 32Assim se
realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.33Então Pilatos
entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos
judeus?” 34Jesus
respondeu: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
35Pilatos
falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a
mim. Que fizeste?”. 36Jesus
respondeu: “O meu reino não é
deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado
para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse
a Jesus: “Então, tu és rei?” Jesus
respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar
testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. 38Pilatos disse
a Jesus: “O que é a verdade?” Ao dizer isso, Pilatos saiu ao
encontro dos judeus, e disse-lhes: “Eu
não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe
entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos
solte o rei dos Judeus?” 40Então,
começaram a gritar de novo: “Este não, mas Barrabás!” Barrabás era um bandido. 19,1Então
Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram
uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se
dele e diziam: “Viva o rei dos judeus!” E
davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu
de novo e disse aos judeus: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para
que saibais que não encontro nele crime algum”. 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de
espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: “Eis o homem!” 6Quando viram
Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: “Crucifica-o!
Crucifica-o!” Pilatos respondeu: “Levai-o
vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. 7Os judeus
responderam: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque
se fez Filho de Deus”. 8Ao
ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou
outra vez no palácio e perguntou a Jesus: “De onde és tu?” Jesus ficou calado. 10Então
Pilatos disse: “Não me respondes?
Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
11Jesus respondeu: “Tu não terias autoridade alguma sobre
mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem
culpa maior”.12Por causa
disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: “Se soltas este
homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra
César”.13Ouvindo essas
palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar
chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. 14Era o dia da
preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o
vosso rei!” 15Eles, porém,
gritavam: “Fora! Fora! Crucifica-o!” Pilatos disse: “Hei de crucificar o vosso
rei?” Os sumos sacerdotes
responderam: “Não temos outro rei senão César”. 16Então Pilatos entregou Jesus para ser
crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a
cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali
o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos
mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.20Muitos judeus
puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava
perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então
os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas
sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”. 22Pilatos
respondeu: “O que escrevi, está
escrito”. 23Depois que
crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma
parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça
única de alto abaixo. 24Disseram
então entre si: “Não vamos
dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”. Assim se cumpria a
Escritura que diz: “Repartiram
entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim
procederam os soldados. 25Perto da cruz
de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria
Madalena. 26Jesus, ao ver
sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este
é o teu filho”. 27Depois
disse ao discípulo: “Esta é a tua
mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso,
Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse
até o fim, disse: “Tenho sede”.29Havia ali uma
jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e
levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o
vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o
espírito. 31Era o dia da
preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na
cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então
pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse
da cruz. 32Os soldados
foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com
Jesus. 33Ao se
aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um
soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.35Aquele que
viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para
que vós também acrediteis. 36Isso
aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos
seus ossos”.37E outra
Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso,
José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos
judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então
José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também
Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe
uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram
o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os
judeus costumam sepultar.41No
lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo,
onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da
preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram
Jesus.